segunda-feira, 2 de maio de 2011

De fã de faroeste a líder terrorista, saiba quem foi Osama bin Laden


Bin Laden montou rede terrorista a partir de experiência no Afeganistão.
Na última década, seu paradeiro foi objeto de intensa especulação.


Osama Bin Laden (Foto: AP)
O líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, morto neste domingo (1º)

Osama bin Laden nasceu em de 1957, em Riad, na Arábia Saudita, filho de Muhammad bin Laden, um magnata do setor de construção, de origem iemenita. Ao contrário de outros irmãos mandados para estudar no Líbano, teve a maior parte da sua educação na própria Arábia Saudita.
Até os 14 anos de idade, levou a vida de um típico filho da elite local, submetido a influências culturais de base não-islâmica: futebol e histórias de faroeste estavam entre seus passatempos favoritos, de acordo com biógrafos. Ainda na escola, passou por uma transformação ao ter seus primeiros contatos com integrantes da Irmandade Muçulmana, grupo de militância ativa em países de base árabe-islâmica.
Na Universidade de Jeddah, onde, já casado, ingressou em 1976 para estudar economia, Osama aprofundou o envolvimento com o ativismo islâmico. Segundo biógrafos, data desta época o interesse dele pelos escritos de Sayyid Qutb, ideólogo egípcio da ala mais radical da Irmandade Muçulmana.
A partir da invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979, as afinidades ideológicas de bin Laden com o radicalismo islâmico se transformaram em ação efetiva. Já nos anos 1980, Osama conheceu em Jeddah um dos maiores propagandistas da causa afegã, o xeque palestino Abdullah Azzam, doutor em jurisprudência islâmica pela respeitada Universidade al-Azhar, do Cairo. Inspirado por Azzam, bin Laden passou a auxiliar no recrutamento de voluntários para a luta no Afeganistão, chegando a abrigá-los em seu próprio apartamento em Jeddah.
Até pisar no Afeganistão, em 1984, Osama fez uma série de viagens para o Paquistão, sem cruzar a fronteira. De acordo com biógrafos, essa relutância se devia não apenas às recomendações das autoridades sauditas, que temiam que ele fosse usado como um troféu no caso de captura pelos soviéticos, mas também pela oposição da mãe, que temia pela segurança do filho.
Num movimento que coincidiu com a progressiva virada na guerra afegã, alimentada pelo influxo de armas, dinheiro saudita e apoio dos serviços de inteligência americano e paquistanês, Osama bin Laden finalmente passou a frequentar o campo de batalha, no topo de um grupo de jovens voluntários árabes – embrião do que mais tarde, em 1988, um ano antes da retirada soviética, viria a ser conhecido como "al-Qaeda", "A Base".
Em 1989, voltou à Arábia Saudita. Após o estouro da guerra do Golfo em 1991, criticou a família real por ter autorizado o desembarque de soldados americanos em território saudita, "a terra dos dois locais sagrados" (Meca e Medina). Essa oposição, que o afastou mais ainda do restante da família e do establishment saudita, fez com que ele fosse declarado persona non grata no seu próprio país.
Isolado, transferiu-se para o Sudão em 1992, de onde passou a "administrar" supostos campos de treinamento e a emitir decretos religiosos (fatwas) contra os EUA e a monarquia saudita. Esses decretos acabaram lhe custando a nacionalidade saudita, da qual foi privado em 1994. Dois anos depois, seus novos anfitriões cederam às pressões americanas e da ONU, e pediram a bin Laden que fosse embora do país. De lá, voltou para para o Afeganistão, onde colocou em operação outros campos de treinamento e reforçou a retórica antiamericana.
Osama no Afeganistão (Foto: AP)
Imagem de 1998 mostra Osama após seu retorno ao Afeganistão
A ação mais espetacular que lhe foi atribuída antes do dia 11 de setembro foi um ataque contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia, no dia 7 de agosto de 1998, que causou 224 mortos e milhares de feridos. Três meses depois, foi acusado nos EUA por assassinato e complô com intenção de matar norte-americanos no exterior.
No dia 11 de setembro de 2001, dezenove terroristas ligados à rede de Osama bin Laden desviaram três aviões para realizar atentados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, em Washington. Um quarto avião desviado cai na Pensilvânia. Cerca de 3 mil pessoas morreram. Em contraste com outros atentados, como aquele contra o navio americano "USS Cole" no Iêmen, em outubro de 2000, Bin Laden iria além de exaltar os executores e clamaria responsabilidade pela ação.
11/09 (Foto: AP)
Destroços das torres do World Trade Center, em Nova York, em setembro de 2001
Antes dos atentados em 2001, Osama bin Laden já estava na lista dos 10 criminosos mais procurados pelos Estados Unidos. Em cartaz do FBI, líder da al-Qaeda é procurado por envolvimento em atentados contra embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em 1 (Foto: AP)
Antes dos atentados em 2001, Osama bin Laden já estava na lista dos 10 criminosos mais procurados pelos Estados Unidos
Essa demonstração máxima de força da al-Qaeda viria a tirar de seu líder o pouco da liberdade de movimento que ainda retinha. O Afeganistão, seu refúgio, foi atacado em outubro de 2001 por forças anglo-americanas, no deslanchar de uma guerra ainda não encerrada. Com uma recompensa de US$ 25 milhões por informações que levassem a sua captura, Osama bin Laden passou a figurar publicamente apenas em mensagens de áudio e em mais raras aparições em vídeo, em cenários como cavernas.
As especulações sobre seu destino (e, de fato, sobre sua própria vida) se arrastavam desde 2001. Osama ora estava morto, ora vivo, ora no Afeganistão, ora no Iêmen, ora no Paquistão – onde, de acordo com os EUA, enfim morreu.
De acordo com o FBI, equivalente americano da Polícia Federal, Osama era conhecido pelos seus seguidores como "emir", "xeque-guerreiro" e "diretor", entre outros títulos. Ele estava na lista de mais procurados pelo país há 12 anos.
Fonte: G1
                                                                                                                     Cristóvão Lopes

Operação que matou Bin Laden era planejada pelos EUA desde agosto


Após um tiroteio no domingo (1º), Bin Laden teria sido baleado na cabeça.

Obama disse ter autorizado a execução na sexta-feira.

O ataque das forças norte-americanas que resultou na morte de Osama bin Laden, líder da rede terrorista da al-Qaeda, no domingo (1º), estava sendo planejado desde agosto do ano passado, quando os americanos conseguiram uma pista segura sobre seu paradeiro, após mais de quatro anos de investigações.

A operação teria sido feita com helicópteros e durado cerca de 40 minutos, relataram funcionários do governo americano, sob condição de anonimato. Após um tiroteio, Bin Laden teria sido baleado na cabeça. Obama autorizou a execução na sexta-feira.

De acordo com os oficiais dos EUA, ao todo foram usados quatro helicópteros na operação, que aconteceu em uma fortaleza do líder terrorista na cidade de Abbotabad, próximo a Islamabad, capital do Paquistão. O ataque foi feito exclusivamente pelas forças americanas, segundo a chancelaria paquistantesa.
O ataque teria sido realizado pela força de elite da marinha, a SEAL, que teria chegado até a Fortaleza nos helicópteros, dando início a um tiroteio. Na troca de tiros, Bin Laden teria sido baleado na cabeça, disseram oficiais do governo dos EUA, acrescentando que os militares americanos resistiram aos ataques dos oponentes.Oficiais dos Estados Unidos disseram que rastrearam Bin Laden até chegarem a sua localização.
Poucas horas após o anúncio do ataque pelo presidente dos EUA Barack Obama, autoridades paquistanesas e uma testemunha disseram que os guardas de Bin Laden abriram fogo a partir do telhado do edifício e, nessa hora, um dos helicópteros teria caído.
Bin Laden foi identificado por reconhecimento facial, afirmou um oficial, que se recusou a dizer se também foi feita análise de DNA.
Funcionários do governo americano também afirmaram que outros três homens e uma mulher teriam morrido no ataque.
Um dos homens seria um dos filhos do terrorista. Outros dois trabalhavam como mensageiros para Osama. Já a mulher teria sido morta ao ser usada como escudo humano por uma das vítimas. Ainda não havia confirmação oficial destas informações.
Funcionários disseram que a operação era tão secreta que nenhum funcionário estrangeiro foi informado com antecedência, apenas um pequeno grupo sabia a repeito do que se desenrolava a meio mundo de distância.
O esconderijo de Bin Laden ficava a 730 metros da academia militar Abbottabads Kakul, a principal do Paquistão.
Explosões
O som de pelo menos duas explosões teria abalado a região. Chamas eram visíveis após o ataque ao edifício. De acordo com uma testemunha, o ataque militar foi realizado no escuro.

"Ouvi um som de um trovão, seguido de uma forte disparada. De repente, os disparos foram interrompidos. Depois, houve um novo som de trovão e, em seguida, uma grande explosão", disse Mohammad Haroon Rasheed.
"De manhã, quando saímos para ver o que aconteceu, alguns destroços do helicóptero estavam caídos em um campo aberto."

Um oficial paquistanês na cidade disse que os combatentes abriram fogo no telhado contra os helicópteros com lança-granadas. Outro oficial disse que os quatro helicópteros decolaram da base aérea de Ghazi, no noroeste do Paquistão.
 

Fonte: G1
                                                                                                           Cristóvão Lopes

Mulher foi usada como escudo por Bin Laden, diz assessor de Obama

Segundo John Brennan, líder da al-Qaeda morreu durante confronto.

'Ele estava no meio da troca de tiros', disse assessor de ação antiterrorismo.

Uma mulher foi usada como escudo humano pelo líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, durante a ação que resultou na morte dele por forças americanas no Paquistão, na madrugada desta segunda-feira (2), afirmou o assessor do presidente Barack Obama, John Brennan.
"Havia uma mulher que estava na linha de fogo que foi usada como escudo humano para proteger Bin Laden dos ataques que se aproximavam", disse Brennan, um dos principais assessores da Casa Branca sobre segurança e ações antiterrorismo. Segundo ele, a mulher foi morta na operação.
A Casa Branca também informou que ainda não decidiu se vai liberar ou não algum registro fotográfico que comprove a morte de bin Laden.
Segundo o assessor, Bin Laden estava armado e foi morto durante uma troca de tiros com as forças americanas. "Ele estava no meio da troca de tiros", disse Brennan.
O assessor da Presidência disse ainda que é possível afirmar "com 99.9% de certeza" que o homem morto numa mansão fortificada no Paquistão é  Bin Laden e que documentos encontrados no local estão sendo examinados.
O assessor de segurança da Casa Branca, John Brennan, durante entrevista nesta segunda (2) (Foto: Carolyn Kaster / AP)
O assessor de segurança da Casa Branca, John Brennan, durante entrevista nesta segunda


De acordo com Brennan, o sepultamento de Bin Laden foi realizado de acordo com os requisitos das leis islâmicas.
Mais cedo, o presidente Barack Obama disse que o mundo está mais seguro após a morte do líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, em um ataque de forças norte-americanas no Paquistão.
"Podemos todos concordar que é um dia bom para os Estados Unidos. Nosso país manteve o compromisso de buscar a justiça, que foi feita. O mundo é um lugar melhor e mais seguro por causa da morte de Osama Bin Laden", disse o presidente durante cerimônia de entrega de medalhas de honra a veteranos da Guerra da Coreia.
Obama aproveitou a ocasião para prestar uma homenagem às Forças Armadas americanas. "Como nação, não há nada que não possamos fazer, quando trabalhamos juntos. Com esse espírito de patriotismo nós vimos todas as mutidões que se reuniram no país interiro, segurando bandeiras, cantando o hino, pessoas orgulhosas de viver nos Estados Unidos", disse o presidente que já lançou sua pré-candidatura à Presidência em 2012.
Anúncio"Preciso dizer que como comandante em chefe não poderia estar mais orgulhoso de nossas mulheres e homens em uniformes", continou o presidente, que agradeceu diretamente ao secretário de Defesa, Robert Gates, "um dos melhores secretários de Defesa de nossa história".
A morte de Bin Laden foi anunciada pelo próprio Obama  em pronunciamento na TV na madrugada desta segunda-feira (2).  Osama bin Laden, líder da rede terrorista da al-Qaeda, foi o responsável pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, que mataram cerca de 3.000 pessoas.

De acordo com Obama, a morte foi consequência de uma ação de inteligência do Exército norte-americano em parceria com o governo do Paquistão, que localizou o terrorista -que tinha entre 53 e 54 anos- durante a semana passada.
"Apesar de Bin Laden estar morto, a al-Qaeda não está", disse o diretor da principal agência de espionagem dos EUA. "Os terroristas quase certamente vão tentar vingá-lo, e nos devemos -e vamos- permanecer vigilantes e resolutos."
A secretária de Estado Hillary Clinton disse que os EUA vão continuar combatendo o Talibã no Afeganistão, após o assassinato do terrorista Osama bin Laden por tropas americanas no Paquistão.


mapa bin laden versão 4 620 (Foto: Arte G1)
                                                                                                                                


                                                                          Cristóvão Lopes

sábado, 30 de abril de 2011

30 anos depois:Compare o casamento de Diana e Catherine

Momentos emocionantes, 30 anos depois:Compare o casamento de Diana e Catherine

Relembre o casamento de Lady Di e veja as diferenças entre as cerimônias de casamento do Príncipe William e seus pais

iG Gente | 29/04/2011 11:51

Foto: GettyImage
Os pajens e as damas de honra sempre acompanham a noiva



Foto: GettyImage
A Rainha Elizabeth II chega para a cerimônia

Foto: GettyImage
Prestes a se tornar princesa: A noiva chega na Abadia de Westminster

Foto: GettyImage
O pai leva a noiva até o altar...

Foto: GettyImage
Ao encontro do príncipe

Foto: GettyImage
A coroa é o detalhe principal do look das princesas

Foto: GettyImage
Depois da cerimônia os noivos saem juntos da igreja...

Foto: GettyImage
E se dirigem para o Palácio de Buckingham

Foto: GettyImage
Na varanda do Palácio de Buckingham acontece o esperado beijo dos recém-casados

VEJA A DIFERENÇA DOS DOIS CASAMENTOS, MESMO DEPOIS DE 30 ANOS O QUE MODIFICOU?

Galera do 3º ano, busque a melhores noticias que percorrem o mundo sobre esse CASAMENTO, lembre-se que não é comum casamento de príncipe por aí, depois de 30 anos do último casamento da princesa Diana surge o casamento de seu filho.

Acompanhe as novidades e o que mais é comentado no mundo.

Jarbelly Leite